6/05/2015
Circo
1/28/2015
Campanha contra a educação nível "o próximo"
entendo de onde vem este pensamento, quais são suas influências, e também sei qual o destino final desta "evolução", há muitos exemplos históricos. Minha esperança de que não cheguemos ao desfecho reside justamente no que mais abomino: a ignorância pura e simples.
1/05/2015
Como detectar um babaca no primeiro encontro
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| Valorize-se, abiga! |
Ele não está interessado em você
Ele não te enxerga como pessoa
Ele não liga para o que você sente
Human After All
Ele faz questão de pagar a conta
Ele repara na sua roupa
Chegue no horário
Vista-se e maquie-se do jeito que te der na telha
Fale o que e o quanto quiser
Seja sincera
12/08/2014
Aspectos religiosos dos povos pré-colombianos - recorte
Quando os europeus chegaram oficialmente na América, a partir de 1492, encontraram nativos nos mais diversos estágios de evolução cultural, que podem ser classificados como Paleolítico (viviam de caça, coleta, pesca e agricultura rudimentar, fazendo uso de ferramentas simples), Neolítico (tinham agricultura mais desenvolvida e certa organização social e econômica) e Civilização (economia avançada, claro divisão social, uso de ferramentas especializadas e ciência desenvolvida – matemática e astrologia principalmente). A despeito de serem diferentes entre si, todas elas tinham traços em comum com relação à religião (também em outros aspectos, mas que não abordaremos neste texto). O primeiro item a ser apontado, talvez por ser o mais marcante, é o fato de serem politeístas - todos cultuavam vários deuses, sempre com divindades apoiadas na natureza. Outro aspecto recorrente era o sacrifício humano, apesar de acontecerem com motivos e formas particulares em cada cultura. Por fim, o que chama atenção é cada uma delas ter seu mito da criação elaborado. Dependendo da civilização temos um deus em destaque em seu panteão. Símbolo de fertilidade, tanto vegetal quanto humana, Pachamama (Pacha: universo ou tempo; mama: mãe) era a deusa-maior dos nativos andinos, em especial da civilização Inca. Ela chama atenção já pelo nome, que tanto pode significar espaço quanto temporalidade, representando o ciclo de vivência que envolve os elementos do universo, biótico e abiótico, em que há um estado de pré-existência, um de existência, seguido por transformação ou fim. Entre os tupis-guaranis (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e outros países da América do Sul) encontramos a figura de Tupã, deus do trovão, que teria descido à Terra e criado a humanidade, com a ajuda de Jaci (lua). Entre os astecas (México), Nanahuatzin (sol) se destaca como deus de grande coragem, apesar de fraco e pobre, que teria se sacrificado espontaneamente para dar origem ao universo. Sacrifícios humanos aconteceram em diversas culturas pelo mundo, e ainda acontecem em lugares remotos, como o ritual do sati na Índia (o cônjuge se joga na pira funerária do companheiro ou companheira falecido). Os maias (México, Guatemala, Honduras, El Salvador) talvez não fossem os mais cruéis (sob um ponto de vista moderno), mas são com certeza os mais retratados na atualidade. Como possuíam um sistema de escrita refinado, eles podiam documentar processos culturais, deixando registro de muitos casos. Os sacrifícios serviam para pedir abundância na colheita, êxito na guerra, favores aos deuses, ou para celebrar vitórias bélicas. Neste último, os sacrificados eram sempre inimigos, mas noutros casos eram pessoas da própria sociedade, inclusive com voluntários. Crianças também eram sacrificadas pelos maias, geralmente morrendo com pancadas na cabeça, ou com a retirada do coração enquanto vivas, mas as razões para escolherem infantes ainda são obscuras. Entre os tupis-guaranis tinha-se o hábito de matar crianças defeituosas, ou que fossem gêmeos. Outro costume nestes grupos era o de comer a carne do inimigo – acreditava-se assim que estaria absorvendo sua coragem. Para os astecas, sacrifícios são necessários para suprir de sangue os deuses criadores, caso contrário eles perecerão, junto ao universo. O que cada mitologia pré-colombiana tem de particular entre si é o mito da criação. Para os tupis-guaranis o homem foi criado por Tupã a partir do barro. Na cultura maia, Huracán, sob a supervisão Tepeu e Gucumatz, também teria criado o homem a partir do barro, mas ele não conseguia manter-se rígido, por isto tentaram madeira, porém resultou em obra inerte e sem vida e, por fim, escolheram o milho, material de que somos feitos. Para os incas, somos todos descendentes de Manco Capac e Mama Ocllo, irmãos casados, ele filho do sol e ela filha da lua, que foram enviados por seus país para organizar e popular a Terra, que estava em caos. Por fim, cabe observar que, a despeito do tamanho do mundo naqueles tempos, e até mesmo antes, muitos dos mitos se repetem. Podemos encontrar um deus trovão na mitologia nórdica (Thor), sacrifícios humanos entre os hebreus pré-bíblicos, seres humanos feitos de argila na crença judaico-cristão-muçulmana, a deusa mãe da fertilidade Ísis no Egito, isto só para citar alguns exemplos.
10/28/2014
Morre o grande compositor Leite
10/20/2014
Eleições
Depois disso fui acompanhando e me parecia que urbanizar era bom, afinal era o que Maluf fazia, todo mundo afirmava que ele era do tipo "rouba mas faz" e seguia sendo eleito e construindo. Nutro uma admiração por sua retórica, mas para por aí. também reconheço que algumas de suas obras foram bem úteis. e é isto. Achei abominável ouvir ele dizer, em rede nacional, "quer estuprar, estupra, mas não mata". Parece que colhemos os frutos até hoje.
No governo do estado minha lembrança tem espaço para Quércia, mas só de ouvir dizer, sempre estudei em colégio público estadual e acabava ouvindo falar dele. Se me tirar por base, parece que foi uma boa gestão. Tempos depois, eu já fora da escola, foi instituída a progressão continuada. Um erro que não consigo nem avaliar. O único estímulo que tínhamos para estudar era justamente o medo de repetir de ano - eu em especial, já que minha mãe era muito brava, e isto foi tirado da gente. Uma argumentação construtivista justificaria, mas nenhuma preparação foi feita.
Minha experiência posterior como educador me mostrou a armadilha armada, e pude presenciar alunos competindo para ver quem passava com menor nota, ou quem conseguia fazer desavença maior com o professor. Este modelo foi implantado em São Paulo, mesmo estado que hoje brada ser o mais culto, que negros, nordestinos, pobres não sabem votar. Podemos presenciar uma púbere paulista bradar que não há liberdade de expressão e que ela é cerceada em seus direitos, isto em um veículo de alcance nacional. É no mínimo paradoxal, porém lamento que ela não conseguirá entender. Este mesmo grupo de intelectuais apela para fé quando culpa São Pedro pela falta d'água, mas está é outra história.
Não sou eleitor do PSDB, nunca fui, mas aprovei o primeiro mandato de FHC. Mantenho admiração por sua gestão, assim como pela de Itamar Franco, que teve peito para fazer a URV, mesmo diante da incredulidade geral (sim, o PT não foi o único a se mostrar contra). Meu primeiro voto para presidência foi no ano de 1998, quando FHC disputou reeleição e votei nele. Me arrependo sistematicamente deste voto, como nunca me arrependi de nenhum outro. A coisa que mais me marca neste período é a explosão de uma plataforma da Petrobrás, a P-36. Orçada em 350 milhões de dólares, me fez conceber a primeira teoria conspiratória: estão querendo desvalorizar a Petrobrás para vendê-la mais rápido e barato! Nunca comprovei, nem demovi, a teoria, mas sei que não sou o único a pensar nisto - à época e hoje. Relendo os arquivos da revista Veja, também noto um detalhe que me escapou: a bolsa despencava com a possibilidade de reeleição.
Em 1999 entrei com orgulho no melhor colégio público do Brasil, a ETESP. Eu era um dos mais de 5mil a disputarem 140 vagas na escola e fui aprovado. Junto com estes 140, e mais um monte de 140 de veteranos de outros anos, e de outras escolas técnicas, paramos a Avenida Paulista em pelo menos três ocasiões gritando "Educação, não se discute, privatize a D. Ruth". Eu já tinha quase vinte anos, meus veteranos mais velhos 18.
"Iniciei" minha carreira com as letras e com o jornalismo na mesma época, quando editei o Tramp Drops junto com meu amigo de pena e de bar André Gonçalves. Meu artigo mais contundente foi sobre a posse de Marta como prefeita. Mal assumira a cadeira e um apresentador de telejornal da tarde chamava ela de incompetente, já que as ruas estavam todas esburacadas. Era mês de março e eu desejava que ela estivesse ajeitando as contas do município, por isto não tapara ainda. Felizmente não me decepcionei: ela pagou títulos da União que estavam atrasados há muito tempo, colocando Sampa City em dia com o orçamento. Mesmo assim, as pessoas reclamavam.
Lula foi eleito, e com meu voto. Deu continuidade aos planos de FHC, instituiu o Fome Zero e pedia doações permanentes. Demorou a entrar na minha cabeça a razão do governo pedir doações, por que ele mesmo não se virava? Ainda não estava claro que qualquer um pode ajudar o próximo e de certa forma ele estava emulando isto. Depois veio outros programas: Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pronatec, Prouni, Ciências sem Fronteiras, aumento do número de bolsas de pesquisa científica, PAC's etc... sim, há um nevoeiro sobre o que foi Dilma e o que foi Lula, que mal há nisto? Afinal, são doze anos de poder continuado, para que mudanças bruscas? Time que está ganhando não se mexe.
Neste nimbo eu saí de onde nasci para viver em outros lugares, conhecer novas pessoas, experimentar novos estilos. Minha ideia era uma viagem longa, mas não saí do sudeste. Mesmo assim, minha vivência foi muito rica, e conheci (não pessoalmente) César Maia, que encaixava na categoria de poder tão extenso quanto controverso, mesmo assim as pessoas votavam nele.
O tempo passou, voltei pra São Paulo, vim para Brasília, chegaram novas eleições, as redes sociais surgiram, invadiram as vidas das pessoas, dispositivos eletrônicos móveis ganharam mercado, conexão de internet, e gosto popular. Difícil é ver alguém que não tenha seu perfil online, que post, comente, compartilhe. Junto venho uma noção de tudo pode. E é exatamente onde estamos.
Simpatizantes de um partido não se furtam em achincalhar os do outro, regionalismos viram monstros encarnados em pessoas que pareciam pacíficas até então. O deboche, escárnio, agressividade, e demais comportamentos correlatos transbordam das ruas e ganham palanques, bancadas, debates. Um não se sente constrangido em maldizer a vida pregressa do outro, orientações pessoais são tranquilamente avacalhadas e condenadas ao inferno, quando menos, quando muito a pauladas e assassinatos.
Temo chegarmos a vias de fato após o termino da eleição, com um grupo vociferando contra a morte da democracia, a fraude nas urnas, e a necessidade de uma revolução armada, já que vários defendem como direito divino carregar uma arma para ser usada contra quem ameace. Temo que regionalistas cuspam todo ácido de sua língua contra aqueles que creiam com convicção sejam inferiores. Uso palavras até leves para o apocalipse que temo. Mas pode ser que tudo amanheça tranquilo, e seja festejada a democracia e a escolha da maioria. ponto final feliz.
8/05/2014
Bem vindo a BSB!
Para falar de Brasília, chamar turistas e que tais,
poderíamos falar do planejamento da cidade concebida por Lúcio Costa. Em 1893 o
astrônomo Luís Cruls fez diversos estudos do local e apresentou um projeto de
represamento do rio Paranoá, que corre pelo Planalto Central. A ideia de Cruls
era resolver o problema de baixa umidade que assola a região alagando a área
que ficava coberta de água na estação chuvosa, o que não causaria impacto
ambiental muito drástico. Tendo por base o projeto, em 1956 Lúcio Costa e Niemeyer
começaram a desenhar o Plano Piloto, com seus setores organizados e prédios que
parecem obras de arte. 2/12/2014
O meu 禅空 - VII
Recentemente postei um diálogo da série “Diálogo” em que as
duas personagens conversavam sobre a diferença entre andar o caminho e ser o
caminho. Apesar da referência ser à felicidade, a pequena metáfora pode ser
utilizada em qualquer circunstância.7/05/2013
este medicamento não deve ser usado em suspeita de dengue
alguém já parou e refletiu sobre o significado destas palavras? elas querem dizer “os sintomas que você está tratando podem não ser gripe ou resfriado, podem ser dengue. se você mascarar estas reações, com certeza irá morrer”.
estas palavras podem ser perfeitamente adaptadas ao que ocorreu ontem no leblon e nas repercussões: pessoas reclamando que a polícia dispersou os manifestantes com bombas de gás e balas de borracha, repórteres foram agredidos, alegações de que a mídia manipula e é (junto com a força policial) fascista.
não vou deslegitimar o protesto, que isto fique bem claro, farei só umas considerações, a conclusão deixo a cargo do discernimento de cada um, afinal, não quero ser rotulado de mídia manipuladora, ou reaça (como eu detesto esta palavra, junto com ad hominem, falácia e afins, recursos assaz típicos de péssimos retóricos).
a primeira reclamação é sobre a brutalidade policial: não admito violência de qualquer natureza, e pra mim é uma agressão ouvir isto como se fosse a grande mazela do estado. me condoo aos que tiveram os olhos irritados, o corpo alvejado e marcado pelas balas de borracha, aos que tomaram golpes de cassetete e foram empurrados com escudo pelo choque. gostaria de lembrar-lhes que na favela (tem uma bem ali, subindo a niemeyer) os moradores são dispersados com rajadas de fuzil para o alto, com pescoções, com hélices de helicópteros sobre suas cabeças. eu gostaria que vocês atacassem a doença, não só o sintoma que chegou a vocês.
meu segundo ponto é a repulsa contra jornalistas. em qualquer tempo, em qualquer cultura, em qualquer lugar, a regra é clara: não ataque o mensageiro. não ataque o mensageiro. não ataque o mensageiro. três vezes pra ser verdadeiro. não ataque o mensageiro. a quarta pra casar lógica com realidade. eu sempre critiquei a mídia, e o que eu fiz? comecei escrevendo meus fanzines, mostrando onde estavam os erros, cresci, fui conhecer visões e depois me formei em jornalismo. se a mídia é manipuladora, seja humilde e inteligente para saber discernir o que é fato e o que é falso. não existe notícia ficcional, e se você não consegue entender isto a culpa não é da mídia, nem do meio e nem da educação, é única e exclusivamente sua.
acusam a comunicação e o estado de fascista, mas praticam a censura, como chama isto? é interessante notar que ao passo que os bem nascidos reclamam da imprensa a primeira coisa que os menos favorecidos gritam quando a polícia chega esculachando é “vou chamar o jornal! vou ligar pra globo! vou ligar pra record!”. muitas vezes nós (sim, eu também! morei vinte anos na cohab e sei bem como é!) não temos quem nos defenda, por que vós estais muito ocupados com vossos dramas. não recrimino, nem discrimino, cada um sabe onde dói mais.
isto vale para aquele rapaz que virou a cabeça da rainha na guilhotina, que é julgado por ser funcionário de uma emissora, por passar férias em cancun. oras, se vocês podem viajar à disney com a grana do pai, por que o cara não pode ir ao caribe com a grana que ele batalhou?
reitero que não quero deslegitimar o protesto, pelo contrário – fico muito feliz que estejam lutando pelo que acreditam estar certo e ser o melhor para o próximo, este é bem meu ponto: não olhem apenas para o próprio umbigo, olhem ao redor, pese o que será de bem comum.
temo por meus amigos que estavam no leblon ontem, mas terei imensa vergonha se algum deles atacou a imprensa. a mesma vergonha que sinto quando compartilham capas falsas da veja.
caso acha suspeita de dengue, vá à doença, não em apenas um sintoma. sob risco de perder a vida.







